O Camboja é um dos países mais intensos que um viajante pode conhecer — templos que engolem a floresta, uma história recente dolorosa e um povo de uma alegria desconcertante. Este guia nasceu de uma viagem real do site pelo país e foi atualizado para 2026: visto eletrônico, moeda, melhor época, quanto custa Angkor e como montar o roteiro entre Siem Reap e Phnom Penh.

Um país fascinante (e por que ele marca tanto)
Oficialmente Reino do Camboja, o país só se reabriu ao turismo mundial na década de 1990, depois de guerras e do regime do Khmer Vermelho. O contraste é o que define a viagem: a grandiosidade do império Khmer — que entre os séculos 9 e 15 ergueu Angkor, a maior cidade do mundo pré-industrial — convive com a memória recente da tragédia e com uma população que olha para frente com uma energia contagiante.
Hoje são cerca de 17 milhões de habitantes. Phnom Penh é a capital política e econômica; Siem Reap, a capital do turismo, porta de entrada dos templos de Angkor.

Visto para brasileiros (2026)
Brasileiros precisam de visto — e a boa notícia é que o processo é simples: o e-Visa oficial é emitido online no site do governo cambojano (evisa.gov.kh), custa em torno de US$ 35–40 com a taxa de processamento e sai em poucos dias úteis. Também existe o visto na chegada (visa on arrival) nos aeroportos principais. Passaporte com validade mínima de 6 meses e uma foto 5×7 resolvem.
Moeda e dinheiro no dia a dia
A moeda local é o riel (KHR), mas o dólar americano circula como moeda paralela em praticamente todo o país — você paga em dólar e recebe o troco miúdo em riel. Leve notas de dólar novas e em bom estado (notas rasgadas são recusadas) e use o riel para pequenas compras.
Angkor: quanto custa o maior complexo de templos do mundo
| Passe Angkor | Validade | Preço (US$) |
|---|---|---|
| 1 dia | 24h de templos | ~37 |
| 3 dias | usáveis em 10 dias | ~62 |
| 7 dias | usáveis em 1 mês | ~72 |
O passe de 3 dias é o queridinho: dá tempo de ver Angkor Wat ao nascer do sol, os rostos do Bayon, o Ta Prohm (o templo “abraçado” pelas raízes, de Tomb Raider) e ainda repetir o favorito com calma.

Melhor época para ir
A estação seca, de novembro a fevereiro, tem os dias mais amenos e céu limpo — é a alta temporada. Março a maio esquenta de verdade (35°C+). Na estação das chuvas (junho a outubro) chove forte mas rápido, tudo fica verde e os preços caem: viável, com jogo de cintura.
Roteiro sugerido
- Siem Reap — 3 a 4 dias: templos de Angkor, vila flutuante no lago Tonlé Sap, mercado noturno e a animada Pub Street.
- Phnom Penh — 2 dias: Palácio Real, Pagoda de Prata e a visita dura, mas necessária, ao Museu do Genocídio (Tuol Sleng) e aos Killing Fields.
- Com mais tempo: as praias e ilhas de Sihanoukville/Koh Rong ou a tranquila Battambang.
O Camboja combina perfeitamente com os vizinhos: veja nossos guias Entendendo o Vietnã e Entendendo o Laos, e o roteiro detalhado de Siem Reap.
Perguntas frequentes
Brasileiro precisa de visto para o Camboja?
Sim — e-Visa online (US$ 35–40, evisa.gov.kh) ou visto na chegada nos principais aeroportos. Passaporte válido por 6+ meses.
Qual moeda levar?
Dólar americano em notas novas — ele circula em todo o país junto com o riel local, que serve para o troco e compras pequenas.
Quantos dias em Siem Reap?
De 3 a 4 dias: o passe de 3 dias de Angkor (~US$ 62) é a medida certa para ver os templos principais sem correria.
O Camboja é seguro para turistas?
Sim, é um destino consolidado e acolhedor. Valem os cuidados de sempre com pertences em áreas movimentadas e atenção redobrada no trânsito.
Guia atualizado em julho de 2026 (valores de visto e Angkor sujeitos a confirmação nos canais oficiais). Continue pelo Sudeste Asiático: Siem Reap em detalhes, Vietnã e Laos.